Mundo: Morreu o dissidente chinês e Nobel da Paz Liu Xiaobo

Bobby Yip  REUTERS

Bobby Yip REUTERS

Liu Xiaobo, primeiro chinês a ser distinguido com o Nobel da Paz, morreu num hospital de Shenyang, nordeste da China, vítima de cancro do fígado.

Quando dava aulas no exterior, voltou a Pequim para participar dos históricos protestos de 1989, que resultaram em sua primeira prisão.

O anúncio de seu óbito é delicado para Pequim, ao expor o tratamento reservado a dissidentes políticos no país. Os médicos afirmaram que Liu e a sua família pediram que o restante de seu tratamento fosse realizado nos EUA ou na Alemanha. Tillerson pediu, além disso, que a China liberte a esposa do dissidente, Liu Xia, de sua prisão domiciliar vigiada e permita que ela deixe o país.

Liu Xiaobo fora transferido da prisão para o hospital na província de Liaoning no último mês.

No Twitter, o ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, prestou uma homenagem ao opositor chinês.

Tsai recordou várias frases de Liu, sobretudo o desejo de que a China se converta "num país de Estado de Direito, onde os direitos humanos sejam uma prioridade".

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse estar "profundamente entristecido" pela morte de Liu.

O comunicado da Casa Branca não faz qualquer crítica à China ou ao caso de Liu. Seu anfitrião Emmanuel Macron elogiou a figura do ativista como a de um "combatente pela liberdade".

Já gravemente doente, ele foi transferido no mês passado da prisão para um hospital na cidade de Shenyang para receber tratamento.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, respondeu que os outros países deveriam respeitar a soberania judicial chinesa e "não interferir nos assuntos internos da China sob pretexto de um caso individual".

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista tomar o poder no continente, em 1949, denomina-se como República da China.

Entretanto, a notícia da morte de Liu Xiaobo está a ser censurada na China continental, com correspondentes de jornais estrangeiros em Pequim a dizerem que os media locais não escreveram nada sobre o assunto aparte escassos e curtos artigos em inglês.

"O movimento dos direitos humanos na China e em todo o mundo perdeu um campeão de princípios, alguém que dedicou sua vida a defender e promover os direitos humanos, de forma pacífica e consistente, e que foi encarcerado por defender suas crenças", disse Zeid na nota.

Desde a chegada ao poder do presidente Xi Jinping no final de 2012, a repressão política no gigante asiático aumentou.

Em Julho de 2015, mais de 200 advogados e defensores dos direitos humanos foram interpelados pela polícia.

Ecuador suspende la construcción del muro en el Canal de Zarumilla
BB&T Corporation (BBT) Upgraded at BidaskClub